25 novembro 2009

MC Catra disse que eu sou imbecil



Salve, leitores amigos do Pimentas no Reino.

Como é que estão? Tudo tranquilo? Beleza...

Seguinte, leitor: eu sou um imbecil, e tenho orgulho disso. Descobri ontem que sou um imbecil, e dou graças a Deus porque sou um imbecil. Preste bem atenção a este detalhe: eu sou um imbecil.

Quem me deu este rótulo foi MC Catra, mais um daqueles funkeiros cariocas. Ontem, ele foi a TV abraçar Tati Quebra Barraco, chamá-la de irmã, chamá-la de cantora (sic) talentosa, etc... e disse pra quem quisesse ouvir:

"Quem critica o funk é imbecil. São uns imbecis que não reconhecem que o funk salva vidas, tira da criminalidade. O funk é a válvula de escape do crime e do tráfico de drogas".



Sim, leitor. Isso foi o que ele disse.

Observe-se que, ao utilizar de forma nada apropriada o português, o cara disse que o funk é válvula de escape do crime e do tráfico. Se alguém estiver em dúvidas, basta assistir ao Superpop de ontem (sim, eu tava vendo essa droga de novo, enquanto esperava o Ídolos começar...). Até entendo que, sem pensar pra falar, talvez ele tenha desejado dizer "alternativa ao crime e ao tráfico". Isso, tendo boa vontade, claro.

O fato é que ele disse que quem critica o funk é imbecil e preconceituoso. Disse que quem critica o funk não sabe o valor social que ele tem. Tati, essa nova diva da MPB, disse que gostaria de saber se um crítico musical que a detonou recentemente ajuda alguma creche, ou algo assim, como se ajudar creche fizesse alguém aprender a cantar... disseram outras besteiras também, mas não tava fazendo bem pro meu estômago ouvir essa dupla, parei por aqui.



Vamos resumir a bagaça, leitor: ao contrário do que o tal Catra pensa, não sou preconceituoso, ao contrário. Muito menos tenho preconceito contra as classes menos favorecidas. Mas se não gostar de funk torna alguém imbecil, sou imbecil com muito orgulho. Aliás, acho ofensivo que esse sujeito diga que ele faz funk, já que os ossos de James Brown devem chacoalhar na tumba quando alguém diz isso. Não gosto de funk, acho péssimo, não considero isso nem música, pra falar a verdade. Acho que é tão ruim quanto aqueles axés ralabundinha, ou esses forróssacanas que tem por aí.

Acho que o sujeito que faz funks de múltiplos sentidos que deturpam a infância da criançada da comunidade pode até estar livrando a criança do tráfico numa hipótese muito cheia de esperanças, mas com certeza não contribuem em nada para que elas tenham uma boa experiência musical. E de mais a mais, eu nem sei pra que é que eu estou falando tudo isso, porque no dia em que eu começar a levar as ideias dum Catra da vida em consideração, quem vai merecer todo o funk do mundo serei eu!

E um abraço pra galera do hip hop, que nunca precisou de putaria ou barulheira pra expor suas ideias.



Oi? Não falei nada sobre a Tati? Ah, é... mas é isso mesmo, leitor. Nenhuma palavra define melhor aquela mulher do que essa: nada.

20 comentários:

  1. O pior do funk é o incentivo a sexualidade precoce na criançada. Tem muita adolescente grávida por ai, de tanto escutar essas músicas com contéudo sexual, muitas vezes, explícito. A própria filha da Tati, engravidou qdo ainda era menor de idade. Somos imbecis, mas, não somos cegos e nem surdos.

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  2. Também não sabia que filantropia fazia alguém cantar (bem). Ela deveria saber que, cantar, todo mundo canta, nem que seja no chuveiro.

    O difícil é saber cantar bem, ter talento. Isso, ela não tem. Não sei qual foi o crítico abençoado que detonou essa coitada.Mas bato palmas pra ele.
    Tenho uma amiga que gosta da Tati. É aquilo que dizem: Gosto é que nem $%#@, cada um tem o seu.

    O Catra é bem conhecido por suas obscenidades e agressões covardes à língua portuguesa, além de ter um cérebro do tamanho de uma ervilha.
    Não dá pra esperar muito dele mesmo.
    Nem leve em consideração a aula de intelectualidade que ele deu no Superpop!! A Luciana Gimenez deve ter adorado o aprendizado.


    Beijos.

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  3. São estes aí que são os formadores de opinião para a atual juventude mais do que perdida do Brasil!
    A mesma juventude que acha lindo a Waleska Popozuda cantar aqueles funks com a maravilhosa frase "valeu, muito obrigado, mas agora virei puta!" e do Bonde do Rinoceronte, nome dado em alusão a marca Ecko, onde trogloditas se reunem para brigar em shoppings e outros locais de visitação. Há também os funks que falam da vida na criminalidade, não como crime e sim como algo bom e que deve ser repetido.
    Há também, os funks, que me recuso eternamente a chamar isso de música, tipo o Festa da Paula, cujo refrão é "Paula dentro, Paulça Fora" que incentiva os jovens miolo-mole a fazer sexo cada vez mais cedo, com 12-13 anos, como se isso fosse algo extremamente natural.
    O "grande" Mr Catra contruibui para este pensamento com "Adultério", que na letra exalta esta prática infeliz. E se vocês quiserem ver a grandiosidade das letras, deem uma olhada na letra de "Bumbum Não se Pede" ou então com a poesia de "Capô de Fusca".
    Juntam-se a este grupinho os "cantores" de Rap, cujas letras exaltam a vida na bandidagem e na criminalidade como se fosse uma baita saída para a sociedade, como se isso fosse a tábua de salvação da vida deles, demonstrando que não há nada mais que os poderia resgatar da pobreza, a não ser traficar e fazer assaltos.
    Cite-se aqui que meus sobrinhs sfazem parte dessa massa acéfala!!
    Saudades imensas dos raps do início dos anos 90 que cheguei a ouvir, como "Rap do Solitário", "A distância", de Marcinho e Goró ou "Era só mais um Silva", de Mc Serginho, não o da Lacraia.
    Para minha sorte e de muitos outros, temos uma meia dúzia de jovens que gostam de Chico Buarque, Caetano, Sombrinha, Arlindo Cruz, Tom Jobim e outros grandes nomes da Música Brasileira!

    E vou parar por aqui porque já me estendi demais!

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  4. que isso ? parabéns

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  5. Cesão,
    Esse seu comentário tem que virar post! Parabéns! Abração pra ti!

    Anônimo,
    Obrigado pela força! Abração pra ti!

    Dani,
    Bem vinda ao clube dos imbecis, do qual temos orgulho em participar! Estamos salvos dessa maldição chamada funk! Bjo pra ti!

    Beth,
    O crítico foi o Régis Tadeu, sempre muito cruel. Mas concordo com ele. Tati não é cantora, nem é exemplo de nada que se salve. Acho que já passou da hora de gente como ela e o Catra entenderem que respeito não se impõe, se conquista... eu considero que eles são péssimos exemplos para as comunidades que influenciam, porque pregam a política do "me aceite ou se dane". Não é assim. O respeito tem que ser conquistado, para ter valor. Eles desconhecem isso... Agora, vou te contar: fiquei com a nítida impressão de que nem a Lucianta aguentou, acredita?
    Bjo pra ti, obrigado por estar sempre com a gente!

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Pois é André, assunto polêmico esse...
    Eu também tenho orgulho de ser uma imbecil faça-me rir “MC CATRA”.
    Sou feliz por ser imbecil e odiar o tal do funk carioca.
    Só o Brasil para aceitar e gostar dessas porcarias que ainda chamam de música e de dança.
    Falo do Brasil porque o Funk Carioca tentou entrar em alguns países da Europa mas não foi aceito e os motivos nem preciso citar já que o André já citou todos.
    Tenho orgulho de gostar e admirar cada vez mais o funk verdadeiro, o funk do James Brown, Melvin Parker e Maceo Parker, do Funk Metal de Red Hot Chili Peppers, isso sim é música de verdade. Não me esquecendo jamais dos grandes nomes que temos aqui no Brasil.

    Valeu pelo texto!!!
    Parabéns mais uma vez.
    Abraços!!!

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  8. Isso tudo me faz lembrar que sou ninguém.
    "É som de preto
    de favelado
    mas quando toca
    ninguém fica parado"
    Como eu fico parada (a não ser que possa ir embora), sou ninguém.
    Com muito orgulho!

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  9. André,

    Se nem a Gimenez aguentou, é porque o negócio foi mesmo intragável.
    E concordo com o que você falou, respeito se conquista, não se impõe.

    Não faz diferença pra mim, mas tem gente que apoia esse tipo de culto [vide a lei que tornou o funk patrimônio cultural aqui no Rio.
    Funk é uma máquina de fazer dinheiro e infelizmente, exemplo pra muitos jovens.
    Como graças a Deus, eu nasci nos anos 80 e tive uma educação bem eclética, escapei dessas modinhas do século 21. Além de ter nascido com cérebro bem ativo também.

    Beijos.

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  10. E o Régis Tadeu? Ele pode ser implacável, mas o problema é que nem sempre a verdade agrada à todos. Os ouvidos apurados e sensíveis da Tati, com certeza odiaram a crítica.
    Mas fazer o quê? Quem sabe um dia ela migre para algo digno de ser elogiado? Levo fé nisso não.

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  11. Ponte, quer a ideia do post pra ti???

    Ana, nada é mais irritante que esse bando de gente ouvindo funk no ônibus no auto-falante do celular!!

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  12. Clube dos imbecis aqui estou eu!
    O funk carioca é uma vergonha nacional.

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  13. Olá imbecis, sou imbecil com muito orgulho.
    Graças a Deus, o Senhor me deu um senso do ridículo também.
    Eu assisti essa porcaria ai também. Sim lá estava meu sogro passando de canal, quando eu vi a Nada lá falando. O que mais me espantou, além dela ter falado a respeito de quem crítica o Tipo de "música" que ela faz; foi quando disse que realizava "cultos" para os jovens, com letras mais leves.
    Essa mulher é loca.
    Não sabe nem o que esta falando, e acho que nunca foi em culto de verdade.
    Se tivesse ido quem sabe ao menos receberia a graça divina que nos imbecis temos.
    O Senso.

    Adorei o post.
    Beijos

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  14. Ah! sim eu estava esquecendo um detalhe.

    Funk tem muita letra. super cult. Oo
    Eu sinceramente não entendo como é que uma pessoa para pra ouvir funk. É algo que eu queria muito compreender mas pra mim é inviável.
    Hoje por curiosidade, após ler este post. Fui procurar para ler as letras dessa Tati ai.
    O que me deixou de cara, não foi nem as apelativas palavras usadas.
    Os funkeniros que deram essa entrevista na Gimenez (que pra mim é outra sem conteúdo também), falaram que o funk são músicas de duplo sentido; porém o que vi foi um sentido bem direto.
    Acho que o funk é uma válvula de escape só se for para o sexo.
    Os meus vizinhos mais perturbados (mechem com drogas, brigam no meio da rua e pior as crianças que vivem nesse meio acabam se portando da mesma forma) são os que ouvem funk, em um volume ensurdecedor.
    Acho isso bem reflexo, de tamanha cultura e socorro que o funk é para as pessoas que escultam não é mesmo?

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  15. Sou imbecil também.Acho que as emissoras de TV não deviam dar tanto destaque para essas "músicas".Tem coisa pior que ouvir essas mulheres frutas "cantando"?

    @mariaterezinha

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  16. Amigos,
    Somos todos imbecis, graças a Deus, dentro da ótica limitada e tosca do Catra e da fulana que andou com ele nesse programa. Graças a Deus.
    Obrigado a todos por me darem a honra de participar com voces deste clube de imbecis felizes que somos!

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  17. sopakkoskpoaskopaskkpoas
    você, dono desse blog...
    você é um "rockeirinho" imbecil e um "virjão" de merda..
    Se nao gosta do estilo de musica, por que ouve ?
    por que nao gasta seu tempo se preocupando com assuntos que realmente iriam ajudar o país ? FUNK ! é só um genero musical, como o seu rock, como samba, sertanejo e etc, e nao um problema social
    :D

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  18. ThaynaPinheiro,
    Obrigado por ressuscitar o post, nossa audiência agradece.

    Imbecil é ofensa velha, seu ídolo citado aí no post já nos chamou assim. Tanto a ofensa quanto a obra dele, no meu conceito pessoal, são lixo, e se você repete esse lixo, eu continuo não me lixando.

    Virjão de merda pra mim não é ofensa, é nome de Cavaleiro do Zodíaco, vá achar algo melhor.

    Não gosto do funk carioca, acho cancerígeno, e só ouço porque gente de mentalidade tacanha e limitada como você insiste em ouvir essa desgraça em volumes muito altos perto de mim, porque no que dependesse da minha vontade, isso nem tocava.

    O texto, moça, mostra claramente que o idiota em questão não sou eu, é o seu artista favorito que você defende com unhas e dentes. Se você acha que PRECONCEITO - venha de onde venha - não é um problema social, você precisa urgentemente ouvir menos funk, e procurar se informar melhor sobre um negócio interessante chamado vida em sociedade.

    E obrigado por me chamar de roqueiro. Foi o melhor elogio que você poderia ter me dedicado.

    E faça as pazes com o Caps Lock ao menos no início das suas frases, ajuda a entender seu raciocínio tortuoso. Tchau.

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  19. Nossa amiga é tão ligada em tudo que veio discutir um post de 2009, usando expressões mais velhas que a invenção do telefone, achando que conhece os gostos do autor e que entende de música. Além de ter um grave problema de interpretação de texto,né? Vamos combinar.

    Parabéns Thayna, você está vivendo em mil novecentos e guaraná de rolha.
    Beijos.

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  20. Moro no Rio de Janeiro, passei por várias fases do funk carioca, desde a época do "Rap do Silva" ( do sempre querido Bob Rum, Claudinho e Buchecha e outras duplas incrivelmente criativas até isso de Tati Quebra barraco and Valesca Popozuda e suas composições totalmente humilhantes.
    Existem trabalhos voltados para a ressocialização de jovens de baixa renda, em diversas comunidades do Rio de Janeiro, onde o Funk não é utilizado como alternativa. Aulas de música e artesanato, além de esportes, são predominantes por aqui. Eu disse MÚSICA, tá?
    Aprender a ouvir, tocar instrumentos ... criar.
    O Mr.Catra não contribui com nada, nem com isso o que ele define como musica.
    Ajudar creche, fazer doações aos mais necessitados - como foi falado anteriormente por outra colega, aqui - não credencia ninguém a ser um bom cantor ou mesmo, boa pessoa. Tendo em vista que várias empresas/pessoas famosas fazem doações somente para deduzir imposto!
    E, novamente, cantar é fácil, o negócio é ter talento, né? (se bem que nem precisa de tanto.. enfim, mas isso é assunto pra outro post).
    Realidade, seja bem vinda.

    Beijos.

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